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Estelita Cristo
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Pessoas idosas

A Bahia precisa cuidar de quem já cuidou de todos nós

Envelhecer com dignidade é infraestrutura, não sorte de família

A população idosa da Bahia cresce mais rápido do que a rede que deveria atendê-la. Isso é planejamento, e planejamento se faz antes.

Estelita Cristo1 de julho de 2026atualizado em 27 de julho de 20261 min de leitura

Envelhecer deixou de ser exceção no Brasil, mas a rede pública ainda trata a pessoa idosa como um caso a mais na fila do posto.

Três coisas que faltam antes de qualquer discurso

  1. Transporte que chega até o distrito, e não só até a sede do município.
  2. Consulta com hora marcada de verdade, porque esperar quatro horas em pé é barreira.
  3. Atendimento domiciliar para quem já não consegue sair de casa.

Nenhum desses itens é caro perto do que custa uma internação evitada. Só são invisíveis, porque não rendem inauguração.

Cuidado que só existe na emergência não é cuidado, é conserto.

A letra miúda do Estatuto

O Estatuto da Pessoa Idosa garante prioridade de atendimento, gratuidade no transporte coletivo e proteção contra negligência. Prioridade, na prática, virou uma fila menor ao lado da fila grande.

Quem construiu a Bahia que temos agora está na faixa etária que a rede menos consegue atender. Corrigir isso é dívida, não bondade.

Envelhecer bem não pode continuar sendo privilégio de quem tem família disponível e dinheiro para complementar o que o Estado não faz.

Estelita CristoQuem ama cuida.

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